domingo, 8 de abril de 2012

Pergunta do "Pergunte ao Pastor"

Anônimo
 
Jesus fez o sacrifício perfeito...nós não precisamos fazer nada, somente crer nisso, minha dúvida refere-se a qual deve ser o comportamento do cristão na sexta-feira Santa. Não me refiro ao consumo de carne, ou penitências, mas a real postura do cristão neste dia. Obrigado, aguardo sua resposta.
 
 
 
 
Pr. Alessandro Souto 

Estimado (a) amigo (a) anônimo!
Vamos ver se eu consegui captar o sentido da tua pergunta!
Sexta-feira santa: O que fazer neste dia? ficar tristes ou nos alegrar com a morte de Cristo? Ficar quietos, calados num canto como se estivéssemos num velório ou testemunhar sobre o grande amor de Deus por nós?
Sexta-feira santa é o dia em que nós cristãos cantamos: “A paixão do Salvador, sua cruz e dores: contemplai-as com louvor, vós seus seguidores. Vede o que por nós sofreu: entregou-se à morte. Eis assim nos concedeu boa e eterna sorte” (Hinário Luterano 319.1).
De um lado, Sexta-feira santa é um dia de tristeza, pois neste dia as pessoas mataram o Filho de Deus, pendurando-o numa cruz, fazendo dele um espetáculo público.
Mas, de outro lado, Sexta-feira Santa é um dia de júbilo e alegria, pois neste dia Deus nos salvou de todos os pecados, da morte, do inferno e do poder do diabo. Agora ninguém mais precisa ir para o inferno. Cristo nos abriu o caminho para o céu. Há salvação para todos.
Este dia é de extraordinária importância, pois a morte de Jesus é o centro de toda história sagrada. Toda história converge para o Calvário. O povo do Antigo Testamento olhava para frente, esperando o que ia acontecer; nós hoje olhamos para trás, para aquilo que aconteceu. Através do sacrifício de Cristo e da sua ressurreição na Páscoa recebemos perdão e Salvação eterna.
Portanto, sexta-feira Santa não é dia para ficarmos de cabeça baixa e fazermos o velório de Jesus, nem para apontarmos um culpado pela Sua morte. Aliás, precisamos lembrar que foram os pecados de todos nós que crucificaram o Senhor Jesus. Na Sexta-feira santa nós lembramos da vitória de Cristo. Sua morte é a nossa vitória e não derrota. Somente assim foram pagas nossas culpas e pecados diante de Deus. “Está consumado” significa que o pagamento que Deus exigia foi totalmente efetuado. Sua ressurreição é a prova desta vitória. Ninguém precisa pagar por mais nada. O apóstolo Paulo diz: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não colocando sobre os homens as suas maldades”. (2 Corintios 5.19). O apóstolo Pedro diz: “Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados.”( 1 Pe 2.24).
Este dia serve, portanto, para contemplarmos e meditarmos sobre a paixão e morte de nosso Senhor Jesus Cristo.
Por isso, sexta-feira santa não é só um dia diferente para comer peixe ou passar o dia em jejum, mas sexta-feira santa é dia para consolo, reconforto e renovar nossa confiança no perdão que temos unicamente em Cristo Jesus.
Espero que tenha consigo responder a tua dúvida!
Feliz e abeçoada Páscoa de Cristo!
Grande abraço!
Pr. Alessandro Souto

 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Culto do dia 06 de abril de 2012 - Sexta-feira Santa - pastores Arno Goerl e Alessandro Souto


(melhor visualizado no navegador Firefox)


Hinos para o culto:
93
84
90
274


Leituras Bíblicas:
Salmo 31.1-14
Isaías 52.13 ; 53.10
Lucas 23.39-49


Hino 92


Coral CELP


Mensagem pastor Arno Goerl
Parte 1


Mensagem pastor Arno Goerl
Parte 2


Cordeiro Divino, morto pelo pecador, a paz concede. Amém.
Texto: Evangelho lido, Lucas 23.39 a 42: Um dos malfeitores crucificados blasfemava  contra Ele, dizendo: “Não és tu, o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também! Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o dizendo: nem ao menos temes a Deus? Estamos sobre igual sentença. Nós, na verdade, com justiça porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem, mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no Teu reino”.

Estimados irmãos e irmãs: Qual a diferença entre nós e aqueles dois malfeitores pendurados na cruz? Qual a diferença entre nós e os Fariseus, Escribas, meretrizes e Publicanos? Qual a diferença entre nós e as outras pessoas? Por natureza, somos todos iguais. É assim que Deus nos vê. Os Fariseus julgavam-se superiores, melhores do que as outras pessoas, do que os Publicanos, conhecidos por fraudarem os impostos.  Julgavam-se melhores do que prostitutas, que vendiam os seus corpos. Mas Jesus diz aos Fariseus: “Em verdade vos digo, que Publicanos e meretrizes vos precedem no reino dos céus”. Por natureza, diante de Deus, nós todos somos iguais. Pecadores. Não há diferença! O apóstolo Paulo diz que Deus não faz acepção de pessoas. Ele não faz diferença entre um e outro. Este é melhor, este é pior...  e o apóstolo Pedro afirma: “Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas”; diferença entre as pessoas. “Todos, escreve o apóstolo Paulo, estão debaixo do pecado. Não há justo, diz ele. Não há um sequer. Todos pecaram e carecem da glória de Deus”.

Qual a diferença entre nós e os dois malfeitores crucificados com Jesus? Por natureza, nenhuma. Somos tão pecadores quanto o Fariseu, os Publicanos, quanto os malfeitores e as meretrizes. Mas porque Jesus chamou os Fariseus de raça de Víboras? E, á mulher adúltera Ele disse: “Vai em paz. Perdoados estão os teus pecados”?  Se não faz diferença, por que Ele disse a um dos malfeitores: “Ainda hoje estarás comigo  no paraíso” e a outro Ele não disse? A resposta está lá na cruz, ente os dois malfeitores... E o apóstolo Pedro, falando em Jerusalém, aos Israelitas, diz o seguinte: “Este Jesus, que vocês crucificaram; Deus O fez Senhor e Cristo e não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não há outro nome dado aos homens pelo qual importa que sejamos salvos, senão este: Jesus Cristo”, e o próprio Jesus afirma: “O que vem a mim, de modo algum o lançarei fora. “De fato, diz Ele, a vontade de meu Pai é de que todo o homem que vir ao Filho e Nele crer, tenha a vida eterna. E Eu o ressuscitarei no último dia”. Na cruz, Deus estava em Cristo, reconciliando Consigo mesmo a todos. Reconciliando Consigo mesmo o mundo. Na cruz, o Filho de Deus estava consumando a salvação dos malfeitores, dos Fariseus, dos Escribas, das meretrizes, dos Publicanos; tua e minha!  Escreve Paulo: “Fiel é a palavra, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores”.  O próprio Jesus diz: “Não vim chamar justos”. Não há justo! “Vim chamar pecadores.” Pecadores? Todos nós! Pecadores? Os dois malfeitores crucificados na cruz! Jesus morreu por todos! E Deus não faz diferença entre as pessoas! Jesus estava sofrendo a ira divina em lugar e por aqueles malfeitores! Um foi salvo; o outro, não. Porque, se eram iguais por natureza? Um não era menos pecador, nem mais pecador. Porque um foi salvo e o outro não? O texto deixa bem claro: Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Jesus, dizendo: “Não és Tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também!” Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o dizendo: “Nem ao menos temes a Deus? Estamos sobre igual sentença. Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem! Mas este; nem um mal fez!” E acrescentou: “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino”. Um não acreditou em Jesus como salvador e ainda zombou. O outro reconheceu a sua indignidade, reconheceu merecer o castigo. Reconheceu ser pecador e arrependido , confiou no Senhor Jesus, na misericórdia do salvador. Os dois malfeitores podem servir de figura para os dois tipos ou classes de pessoas que Deus vê. Os que creem e os que não creem. Os salvos porque creem e os condenados porque não creem. Dois malfeitores, por natureza inimigos de Deus. Iguais diante de Deus. Pecadores, separados por Jesus. Um para a direita e outro para a esquerda. Um salvo, o outro condenado. Um crente e o outro descrente. 

Com qual dos sois malfeitores tu e eu nos identificamos? Que possamos, ao refletir na paixão e morte de Jesus; reconhecer que foram nossos pecados que crucificaram a Jesus! E, arrependidos, dizer a Ele: “Senhor Jesus, em Tua misericórdia, lembra-te de mim no Teu reino.”

Amém.


Hino final 274

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Trabalho das Servas na confecção dos ovinhos decorados para a Páscoa




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Informativo Boa Nova - Abril 2012


    Quando vamos a uma loja e compramos algum produto recebemos um certificado de garantia. O certificado de garantia é um documento que nos garante a qualidade do produto que compramos. O certificado de garantia nos dá tranquilidade.
    Em nossa vida cristã também temos um certificado de garantia. Na Sexta-feira-santa Jesus foi crucificado. Ele sofreu, morreu, foi sepultado e o túmulo lacrado com uma grande pedra. Parecia que tudo estava perdido. Parecia que a morte e o diabo haviam vencido. Mas, não foi isso que aconteceu. Ele ressuscitou como havia prometido.
    Maria Madalena quando chegou ao sepulcro no Domingo pela manhã viu que este estava aberto. A pedra estava removida do sepulcro. O túmulo estava vazio! Jesus havia ressuscitado!
    Este é o nosso certificado de garantia. Não é um simples papel. A nossa garantia é a própria ressurreição de Cristo. Cristo ressuscitou, por isso, nós também iremos ressuscitar e viver eternamente. E foi o próprio Cristo quem disse isto. Jesus já havia dito que Ele seria morto, mas ressuscitaria. E assim aconteceu. E esta é a grande mensagem da Páscoa: Cristo ressuscitou, vencendo a morte, o pecado e o diabo.
    Páscoa, portanto, é vida que brota da morte. É a certeza de que estão neutralizadas e derrotadas as forças que escravizavam a nossa vida: o pecado e a morte. A Páscoa mostra de uma forma maravilhosa que Jesus é o Senhor dos senhores. Mostra que Ele tem poder sobre todas as coisas, inclusive sobre a vida e sobre a morte!
    A ressurreição é algo tão maravilhoso que não cabe em nossa mente. Por isso só nos resta dizer: “Ó Deus, eu não sei como tu podes fazer a ressurreição, mas por tua graça eu quero crer e confiar”. A ressurreição é sem dúvida demonstração do poder de Deus. Por isso a nossa fé não é em vão, pois Deus cumpre as suas promessas.
    Desta maneira a Páscoa é o certificado de garantia da nossa própria ressurreição. E a Páscoa de cada um começa já no dia do Batismo. Ali Deus inicia a Páscoa na vida de cada pessoa. É ali que recebemos a fé, o perdão e a certeza de que fazemos parte da família de Deus, e de que temos uma vida grandiosa a nos esperar.
    No Batismo somos levados a morrer com Cristo. Nós morremos para a velha natureza e nascemos para uma nova vida. Paulo disse: “fomos sepultados com Cristo na morte pelo Batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, assim também andemos nós em novidade de vida”. E é esta novidade de vida que nos faz diariamente deixarmos de lado as coisas que atrapalham a nossa vida cristã.
    Enquanto esperamos a nossa própria ressurreição continuamos neste mundo estudando, trabalhando, cuidando de nossa família, vivendo a nossa vida. Mas, sabemos que há prioridades. Jesus disse: “buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e todas as outras coisas vos serão acrescentadas”. E tudo isto nós vivemos sob a esperança, lembrança e certeza da Páscoa.
    Todos nós podemos ter certeza de que Cristo ressuscitou. Assim, podemos dizer que Ele amou e ama a todos, com a mesma intensidade e força. A Páscoa é certeza de futuro maravilhoso. É uma certeza que nos faz encarar a vida de um modo diferente.
    Vivamos diariamente o milagre da Páscoa. Páscoa é vida. Páscoa é certeza, é garantia de ressurreição e Vida Eterna. Cristo ressuscitou e por isso nós também iremos ressuscitar.




    No dia 20 de maio (domingo) acontecerá em Antônio Prado o grande evento do ano do nosso distrito: o Cultão Distrital, o Encontro de Famílias e o Congressinho das crianças. O cultão será no Centro de Eventos, local onde ocorre a Festa italiana de Antônio Prado.
    O cultão iniciará às 10:00 da manhã com a participação de todos os pastores do distrito Videiras. O pregador do culto será o Pastor Ederson Vorpagel de Nova Petrópolis. Também participarão do culto os corais das congregações do distrito e os grupos de louvor.
    Queremos fazer uma grande caravana para participar deste cultão. Este evento terá também como objetivo divulgar amplamente a nossa igreja naquela cidade. O ponto de pregação em Antonio Prado é atendido pelos pastores da CEL Da Paz e por isso queremos fazer uma grande mobilização para levar o máximo possível de pessoas para lá. Gostaríamos de juntar 500 pessoas neste cultão e assim mostrarmos a força e a beleza da nossa igreja para aquela cidade. O evento será divulgado na rádio e no jornal da cidade.
    O almoço será no local do evento. E neste ano teremos uma novidade, pois o almoço será na verdade um café colonial ao preço de R$ 16,00 por pessoa.
    Na parte da tarde teremos o Encontro de Famílias e o Congressinho das crianças. Maiores detalhes sobre a programação do domingo à tarde repassaremos nos cultos de abril e maio.
    Pedimos que todos reservem este domingo para participar deste grande evento do nosso distrito em Antônio Prado!!!





    Os jovens terão o seu Congresso distrital nos dias 05 e 06 de maio em Bento Gonçalves.
    Abaixo temos a programação do congresso:

Sábado (05/05):
13:30: Inscrições
14:00: Abertura, devocional e momento de louvor
14:30: Palestra: “O louvor na igreja” pelo professor Raul Blum
16:00: Oficinas
18:00: Janta
19:00: Noite Cultural (interpretação e composição musical, teatro cristão e comédia). Teremos também a participação do Coral do Seminário Concórdia e a banda “The Fuchs” composta por estudantes de teologia do nosso Seminário.

Domingo (06/05):
09:00: Culto
10:30: Assuntos administrativos
12:00: Almoço
13:30: Gincana bíblica
16:00: Revelação dos mais-mais, encerramento e foto oficial.






    Certa vez um trem de passageiros estava parado na estação. A campainha já soara e todos se acomodavam em seus lugares. Era só passar o trem que descia do interior com os vagões carregados de pedra brita e seria dada a partida. Era questão de um ou dois minutos. Duzentos metros acima da estação havia uma chave manual e o funcionário da estrada de ferro já se dirigia para lá. Era sua função virar a alavanca e acionar a chave para que o trem que descia pelo tronco principal fosse desviado para outra linha. De repente, ele ouviu a buzina estridente do trem de carga que descia serra abaixo sem freios, em alta velocidade. Num relance, ele percebeu o desespero do maquinista. Se o trem de brita não fosse desviado, pegaria de frente o trem de passageiros e muitas pessoas iriam morrer. O homem correu com todas as suas forças. Ele estava do lado oposto ao da chave. Deu um salto, pulou por sobre os trilhos e virou a alavanca no exato momento em que as rodas do trem de carga tocavam a agulha. O trem de carga foi desviado do tronco, entrou pelo pátio adentro e foi se espatifar um quilômetro à frente, com grande estrondo. Quando os vagões de brita acabaram de passar, o corpo do homem estava esmagado ao lado dos trilhos. Com o seu impulso para virar a chave, seu corpo ficou sob as rodas da máquina. Sua inscrição no túmulo do cemitério poderia ser: “Deu sua vida para salvar muitas vidas”.
    Monte Calvário, Jerusalém, muitos anos atrás. Um jovem de 33 anos de idade é pregado com grossos pregos numa cruz deitada no chão. Em seguida, a cruz é erguida pelos soldados romanos e sua base é colocada num buraco cavado. São nove horas da manhã de uma sexta-feira. Durante três horas, aquele corpo se contorce de caibras e dores terríveis, aquele homem geme e clama, a sede sufoca a garganta, não há esperança de socorro. Muitos passam indiferentes. Alguns debocham. Mulheres choram e velam. É meio-dia quando ele dá um grande brado e morre. Por quê? Foi sua decisão, pela grandeza do seu amor, dar-se a si mesmo em sacrifício para desviar do trem da humanidade a justa ira de Deus. Ele morreu por todos para que todos possam prosseguir em sua viagem até a estação dos céus.
    É por isso que a Bíblia nos diz: "Mas Deus nos mostrou o quanto nos ama: quando ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós". E ainda: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".





    Mais uma vez pedimos e incentivamos que todos os membros que possuem computador e acesso a internet acompanhem o blog de nossa comunidade: ielbpazcaxias.blogspot.com. Vamos reavivar o nosso blog que está muito parado.
    Participe, comente, opine, pergunte. Use esta ferramenta de crescimento espiritual e de divulgação de nossa igreja. Acesse e divulgue aos seus amigos, colegas, vizinhos e parentes.
    Vamos tornar este blog uma grande ferramenta de divulgação da igreja e também um ponto de encontro entre os irmãos luteranos internautas.





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terça-feira, 27 de março de 2012

Quaresma

     

      Estamos no período da Quaresma. Inicia-se este tempo na quarta-feira de cinzas e se estende por seis semanas até ao final da semana santa, a “passio magna” (paixão magna) que culmina com os acontecimentos no Gólgota. Desta forma, a igreja antiga, quis proporcionar aos crentes um tempo mais longo para que se aprofundassem mais nos acontecimentos da paixão e morte de Cristo, e, para dar a oportunidade de “aplanarem a estrada”, prepararem os corações, a fim de receberem a Cristo, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Este preparo é o arrependimento. Por isso, um dos textos do primeiro domingo de quaresma apresenta a conclamação de Jesus ao arrependimento (Mc. 1.9-15): “... arrependei-vos e crede no evangelho”. Na verdade, esta conclamação já começara antes do início do ministério terreno de Jesus, João Batista a fez (Mt. 3.2) e, séculos antes, o profeta Daniel (Dn. 2.44)). As pessoas de todos os tempos são chamadas ao arrependimento dos seus pecados, a reconhecer que estão sob a ira de Deus e que precisam do perdão que Deus alcança por meio de seu Filho Jesus. Ele veio para sofrer e morrer pelos pecados de todos, para que todos os que nele creem tenham o perdão e a vida eterna. Sem crer nisto, sem arrependimento e confiança na obra salvadora de Jesus (evangelho) não há perdão dos pecados. Por isso “... arrependei-vos e crede no evangelho”.

    Arrependimento, uma palavra ignorada pela maioria dos que passaram a seguir a Jesus. Um povo que orgulhava-se ao extremo pelo fato de ser “povo escolhido de Deus”. O arrependimento que conheciam pode ser caracterizado pelas palavras do fariseu no templo de Jerusalém: “Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens...”. O verdadeiro arrependimento, que é o reconhecimento do pecado, tristeza pelas transgressões à lei divina, o propósito de corrigir a vida com a ajuda de Deus e confiança em sua graça e misericórdia, não combinava com o orgulho dos fariseus, escribas e da população em geral. Por isso, João Batista com a sua mensagem de conclamação ao arrependimento não foi escutado. E, quando Jesus iniciou o seu ministério não encontrou um caminho aplanado em muitos corações, não estavam arrependidos e sedentos pelo perdão divino. É o registro de João (Jo. 1.11): “Veio (Jesus) para o que era seu, e os seus não o receberam”. E, três anos depois do início do seu ministério, confirmaram-se as palavras do profeta Isaías (Is. 53.3): “Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens...”.


    Hoje não é diferente. Não faltam aqueles que afirmam não existir o pecado e que o ser humano é bom por natureza. Enquanto isto, vivem na angústia e em tormentos como o Rei Davi (Sl. 132.3), quando ainda não havia chegado ao arrependimento: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos, pelos meus constantes gemidos todo o dia”. Pela falta de arrependimento impedem que Jesus realize em suas vidas a paz com Deus e a viva esperança na eterna Salvação.


    Duas cousas inseparáveis na vida do verdadeiro cristão: arrependimento dos pecados e confiança inabalável no perdão de Deus que, por graça e misericórdia, alcança a nós pecadores por meio de Jesus Cristo.
    Sem isto, não há perdão. Sem perdão não há paz com Deus. Sem paz com Deus não há vida e nem Salvação.


Pastor Arno Goerl

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Culto do dia 25 de março - Felipe Erdmann Euzebio



(melhor visualizado no navegador Firefox)


Mensagem Felipe Erdmann Euzebio
parte 1



Mensagem Felipe Erdmann Euzebio
parte2


 (áudio na barra lateral superior direita do blog)




Eu ou Cristo? 

(Mc 10. 32- 45) 
Imaginem a seguinte cena: alguém está prestes a morrer. Sofrimento e dor são previstos. E as pessoas ao seu redor estão preocupadas com o testamento, com a herança, questionamentos saem pelo ar: Será que ele deu a entrada no testamento, será que ele deixou alguma coisa para mim? Talvez você já tenha ouvido ou até presenciado fatos como esses, e com certeza a indignação é grande, sinceramente uma falta de amor, um egoísmo muito enorme, entretanto um sentimento presente no coração humano.
Diante disso é uma coisa muito natural, bem humana, o que estes dois discípulos, João e Tiago pediram a Jesus. Jesus acabara de falar do seu sofrimento, da sua morte e eles nem um pouco preocupados com Jesus, estavam pensando neles mesmo. Eles querem uma posição de honra, sentar ao lado do trono glorioso de Jesus, um a sua esquerda, e o outro, a sua direita. Querem ter parte da glória de Deus. Esta vontade de estar acima dos outros, de vanglória, faz parte de todos. O orgulho, a ambição, é um desejo do ser humano. Não é do nada este costume humano de competição para ver quem é o melhor, o maior, o mais inteligente. A disputa pelo “mais mais” está nos esportes, na política, no trabalho, na escola, na família, e por vezes também na igreja.
Podemos notar isso se obrservarmos o que está acontecendo com a igreja da Universal e a Mundial. Não sei se vocês tem acompanhado ou visto alguma coisa na mídia, mas o que está acontecendo é uma disputa por poder e por dinheiro entre a igreja do Edir Macedo e do Valdemiro Santiago.
Desde que o mundo é mundo, este é o maior problema do ser humano – a disputa pelo poder. E por isto as guerras, revoluções, desentendimentos, problemas na sociedade, na família, no casamento. Abrimos o jornal, ligamos a TV, e o que vemos é a ambição humana – trazendo todo o tipo de conseqüências ruins na vida das pessoas. E enquanto o mundo for mundo, isso persistirá.
Mas, voltando para este desejo de Tiago e João, será que foi um desejo ambicioso e egoísta? Não foi até louvável, afinal, eles queriam estar ao lado de Jesus? Ou será que a ambição religiosa é a mais perigosa que todas as ambições? O erro deles não foi em querer fazer parte da glória de Cristo; aliás, creio que este desejo está muito esquecido nestes tempos materialistas de hoje – a vontade de ter um lugar especial no reino glorioso de Jesus. O erro é o sentimento que eles tinham no coração, que querer estar por cima dos de mais seres humanos.
Hoje, até nós cristãos luteranos estamos muito centrados, focados nas ambições terrenas, materiais. Somos contrários a essas igrejas que prometem o céu aqui na terra, que buscam a prosperidade física e financeira, mas no fundo acabamos entrando nessa filosofia de vida também, o diabo acaba conseguindo plantar em nós um valor maior pelas coisas materiais do que pelas espitituais.
Por isso, o desejo do verdadeiro compromisso com Deus, com a sua igreja, com a glória celestial é uma mercadoria esquecida, só lembrada num sepultamento, quando a morte nos lembra que um dia também chegaremos lá. No restante de nossa vida, estamos mais interessados nas glórias terrenas, nas coisas que precisamos comprar (casa, roupas, etc), no carro para colocar na garagem, no novo celular, computador lançado no mercado, num status maior na sociedade e assim por diante.
E aquilo que me move a me preocupar em relação as coisas do mundo acaba aparecendo igreja, meu coração sente o desejo de ser exaltado, quero que o meu servir seja reconhecido, quero que as minhas ideias prevaleçam, e acabo caindo na falsa ilusão de que por fazer algo a mais que outros eu sou menos pecador, sou mais cristão, mereço algo mais dos irmãos, dos pastores e assim por diante.
Sem dúvida, a ambição religiosa é a pior de todas as ambições. Por que ela vai diretamente contra o coração, o centro da graça de Deus. E assim, este perigo religioso de se colocar acima dos outros que é uma tendência humana de todos nós, seres humanos precisa ser vencido para não comprometer a missão de Deus, para não fazer um estrago na igreja de Cristo, assim como acontece na política, no futebol, nas famílias, na sociedade em geral.
Diante disto, o que Jesus ensinou aos discípulos continua sendo válidos para nós hoje.
- Vocês não sabem o que estão pedindo, disse Jesus. Por acaso vocês podem beber o cálice que eu vou beber e podem ser batizados como eu vou ser batizado?
E vejam só a resposta deles: - Podemos!
Que bobagem que eles disseram. Ora, o cálice e o batismo que Jesus falava eram a sua morte e sofrimento. E esse sofrimento ninguém, a não ser o Deus-Homem, poderia assumir e suportar. Aliás, é isto que diz a Epístola de hoje, lá em Hebreus, ao afirmar que Cristo “se tornou a fonte da salvação”. Jesus não é “uma” fonte, mas “a” fonte da salvação. Não existe outro manancial desta água que oferece a vida eterna, porque ninguém, a não ser Jesus, poderia assumir este cálice e este batismo.
Portanto,  foi uma grande ignorância dos discípulos, mas uma ignorância que logo foi combatida.  Jesus não perdeu tempo e aplicou de imediato o remédio contra a pior doença na igreja – a ambição. Por isto então as palavras dele: De fato, vocês beberão o cálice que eu vou beber e receberão o batismo com que vou ser batizado”. Como que dizendo: Tudo bem, vocês vão sofrer também, serão perseguidos, alguns até serão crucificados e morrerão, como eu vou sofrer e morrer... Mas, com uma grande diferença: eu vou morrer em lugar de toda a humanidade, e vocês vão morrer por que vão ficar ao meu lado.
Cristo aproveita e dá um grande ensino, sobre como deve ser a nossa vida, diante do servir no reino de Deus.
Onde Jesus pacientemente mostrou o sentido do reino de Deus de como é o serviço desse reino, Jesus é gentil, mesmo vendo que eles só estavam buscando aquilo que os interessava. No serviço do Reino não há lugar para competitividade, embora estejamos num mundo onde isso é comum, mas no que se refere ao trabalho de Deus é diferente, na igreja não existe maior ou menor, um não se sobrepõe ao outro. Somos todos um, unidos por Cristo Jesus.
É um serviço voluntário motivado pelo amor de Deus e servimos ao Senhor com toda a nossa vida, e ao nosso próximo. Que possamos realmente servir ao nosso Deus, com esse sentimento de amor, e assim servir com os diversos dons que temos, sempre para a honra e glória do nosso Deus. E diante desse sentimento faz sentido o lema da LSLB: “Servir ao Senhor com Alegria”. O que cantamos no hino dos leigos: “Leigos vamos batalhar pela causa de Jesus”, ou então como cantamos no hino dos jovens: “Abençoa a fé e as obras, faze o reino vir e em tua igreja iremos te servir”.
Trabalho no reino – servir não ser servido – trabalhar pelo outro, isso porque Ele trabalhou por nós. E o evangelho de Marcos mostra muito bem. Jesus em ação por nós, em nosso favor, Ele veio para servir. Antes de um exemplo a ser seguido, é um consolo porque perdoa a nossa insensibilidade e egoísmo, a nossa ambição, Jesus fez tudo para nos resgatar, eis o motivo da vinda do Servo, nesta noite, em primeiro lugar guarde isso em vossos corações, como o mais doce evangelho, (Cristo te serviu fazendo tudo para a tua salvação, pagou com a sua vida, com seu sangue vertido na cruz, e hoje você é perdoado e amado por Deus, por causa do Salvador Jesus e esse maravilhoso perdão irá nos motivar a não nos colocarmos em primeiro lugar, mas colocar a Cristo e o reino de Deus, vivendo em humildade e amor, não nos exaltando, mas dando sempre honra e glória a Cristo Jesus. Amém.

 


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