terça-feira, 18 de maio de 2010

Cultão Flores da Cunha - 16 maio 2010


O culto foi dirigido por quase todos os pastores do distrito.
O pregador foi o novo Pastor de Bento Gonçalves, Sérgio Patzer. 
No encontro de famílias, à tarde, o tema da palestra foi: "Como viver uma vida motivada e feliz" dirigada pelo Pastor Ildo Reisner de Piratuba, SC.
À tarde, também aconteceu o Congressinho das crianças. 


Sermão do Cultão
Tema: “Vinde, comei (Jo 21.12)”
[ Sl 28; At 9.1-9; Ap 5.11-14; Jo 21. 1-14]

Meus amigos. É um verdadeiro SHOW, todos os canais de TV, tem programas que ensinam a fazer comida. Os jornais publicam receitas Diet, Light comidas com baixas calorias e muito nutritivas. Um incontável número de restaurantes, lanchonetes e cozinheiras e cozinheiros fazem diariamente toneladas de comida que são consumidos por pessoas em todos os lugares do planeta. A comida, mais do que nunca, é um grande negócio.

Apesar deste grande destaque que a comida tem nos meios de comunicação, é cada vez maior o número das pessoas que cuida com a alimentação, com o objetivo de não engordar, ou ficar doente. Mas o que todos concordam, é que tem poucas coisas no mundo, que são mais gostosas do que uma boa comida.

E por isso, que, neste culto, eu quero falar de comida. Mas a comida que eu quero falar não é um alimento qualquer, é um alimento que não tem nenhuma contra indicação médica, não faz engordar e nem aumentar o peso, mas que é vital para a vida do ser humano, esse alimento é a Palavra de Deus. O alimento espiritual indispensável para o crescimento e fortalecimento de nossa fé.

E, para que possamos fazer o nosso prato, nada melhor que iniciar buscando os ingredientes, os quais, nós vamos encontrar nas palavras bíblicas lidas no evangelho, onde Jesus aparece a seus discípulos e faz surgir peixes, como num passe de mágica. Cristo alimentou seus seguidores como que dizendo: “não se preocupem, eu estou indo, mas eu vou cuidar de vocês – “venham, comer” eu vou lhes dar alimento em fartura”(v.12).

Nós não precisamos ser especialista para ver que Cristo quer nos ensinar algo com este acontecimento. O primeiro ensino é que, sem o favor de Deus, as nossas redes vão ficar vazias. Sem Deus, o nosso trabalho não será abençoado, mesmo que, através dele, conquistemos muitas riquezas.

Exemplo disso são aquelas pessoas que dedicam todo tempo de sua vida para o trabalho e conquista de bens matérias e não tem tempo para Deus. Quando vem a doença e a morte, nada conseguem fazer e assim como os demais, morrem sem levar, sequer uma nota de R$1,00.

Outras pessoas são dinâmicas, hábeis e conseguem tempo para fazer mil e uma coisas durante o dia, mas, ironicamente, não conseguem tirar 5 minutos para fazer uma devoção antes de dormi.

Pessoas que agem assim se enganam, pois, a fonte de toda força, sucesso, poder e bênçãos não está no trabalho e inteligência humana, mas, no Deus de Abraão, Isaque e Jacó. O mesmo Deus que fez o rei Davi prosperar e fez com que Salomão acumulasse grandes tesouros, não por serem melhores, mas, por obedecerem a Deus.

Quem pensa que a vitória neste mundo e a vida eterna depende dele, se engana; pois, a fonte de todas as bênçãos está em Deus que enviou o seu único Filho ao mundo para morrer pelos pecadores, e que deu a sua palavra e nos oferece os sacramentos, Batismo e Santa Ceia.

E, ao contrário do que algumas pessoas pensam, Deus se preocupa conosco, com os nossos interesses, com os nossos problemas, sofrimentos e decepções. Mas ele se preocupa, ainda mais, com a nossa falta de fé, falta de amor, que são sintomas de uma má alimentação espiritual.

Meus amigos, nós costumamos nos esquecer de que, também, somos pecadores e que, acima dos bens materiais, saúde e sucesso, precisamos do perdão de nossos pecados, do amor e conforto que só Deus pode dar. Não generalizando, mas, nós costumamos ler pouco a Bíblia e participamos muito pouco de estudos bíblicos. Dessa forma, ficamos fracos espiritualmente e fica difícil perceber quando Cristo nos convida dizendo: “Vinde, comei”(v.12).

O mundo está mergulhado em crises, guerras, drogas e violência de todo tipo, e eu lhes pergunto: Será que a raiz desses problemas não está na má alimentação? Não alimento, comida..., mas, alimento espiritual? Será que essas pessoas estão lembrando de alimentar a sua fé? Algumas até lembram, mas, lembram nos momentos de estrema necessidade, quando, de desnutrição espiritual, estão prestes a morrer.

O rei e Salmista Davi, no AT, sabia que para vencer os seus inimigos, ele precisava se alimentar com as orientações e palavra de Deus. E dá o seu testemunho quando diz que a sua confiança está no Deus todo poderoso, que socorre, abençoa e apascenta o seu povo.

João no NT, que viu coisas que nenhum outro ser jamais viu, afirma: “vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono... e estas vozes proclamavam em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”(Ap 5.12). O Cordeiro é a fonte de todo poder e força.

Saulo o qual perseguia os cristãos, sentiu a força de Cristo quando estava indo para Damasco. Ele foi jogado no chão, onde, diga se de passagem, é o lugar do pecador. A escuridão que tomou conta de seus olhos é a descrição da escuridão do coração de Saulo, homem mau e perverso, mas, transformado por Deus, se torna uma grande ferramenta nos planos de Deus.

E no evangelho, Cristo vem ao nosso encontro e diz: “vinde, comei” Ele vem com pão e o peixe. E não foi a primeira, e nem será a última vez que Cristo fez isso (v.13 e 14). Nosso Senhor veio e virá, muitas vezes ainda, para que ninguém fique sem receber o alimento espiritual que só Ele pode dar.

Meu amigo(a), se o que foi dito aqui faz algum sentido para você, mas não sabes o que fazer? Não desanime, Cristo é mais amoroso do que podemos imaginar, Ele está sempre pronto para lhe orientar, perdoar, acolher e alimentar, em todos os sentidos. Mas, especialmente, Cristo quer alimentar você com a sua palavra, com sua presença e sua companhia. Esse alimento não tem nenhuma contra-indicação e também não engorda. Pelo contrário, a palavra de Deus vai fazer com que você cresça em disposição, coragem, fé e amor. A palavra de Deus é leve, suave e saborosa. Com ela você terá mente, coração e alma saudáveis. E então? O que te impede de se alimentar com muita palavra de Deus. Pense nisso. Amém.

Sergio Lauri Patzer

Creio na Ressurreição da Carne - parte 2


2. A FONTE DA VERDADE

Posso ter certeza sobre a vida após a morte? Onde posso encontrar a verdade? Os espíritas afirmam: Não há livro sagrado. A vida é um mistério. Temos revelações parciais de espíritos, médiuns e profetas. A Bíblia só contém parte da verdade. Afirmam que João Batista foi a reencarnação de Elias, etc. Por não terem compromisso com a Palavra de Deus, eles extraem da Bíblia as doutrinas que querem e as outras ficam de lado.
A segunda linha são os evangélicos que afirmam: A Bíblia contém a Palavra de Deus. Com isto abrem a porta a inúmeras teorias. Interpretam a Bíblia com sua razão. Eles jogam afirmações de um apóstolo contra outro apóstolo, ou afirmações do Antigo contra o Novo Testamento.
Ao lado deles temos os católicos que aceitam a Bíblia, mas não como a única Palavra de Deus. Eles colocam a autoridade do Papa e dos Concílios ao lado da Bíblia. Ensinam, como os mórmons, que na eternidade ainda há a possibilidade de alguém remir-se de seus pecados (Purgatório). Lutero constatou: “Está provado que papas e concílios erram.” Com os católicos estão os pentecostais que colocam ao lado da Bíblia revelações especiais (subjetivismo), que frequentemente desinterpretam e até contradizem as afirmações da Bíblia.
Qual a posição bíblica? A Bíblia é palavra por palavra a única, inspirada, infalível, inerrante, clara e pura Palavra de Deus. A Bíblia se interpreta a si mesma. Ela é a única autoridade em matéria de fé e de vida. Quem não a aceitar como tal e não a respeitar, não pode ter certeza de nada. Ao mesmo tempo é preciso lembrar que, quem não tiver esta convicção, com esta pessoa não podemos discutir religião. Pois quando argumentamos com a Palavra de Deus, a pessoa, não tendo compromisso com a Palavra de Deus, não aceitará os argumentos da Bíblia e contra argumentará com a razão ou a opinião de pessoas, da maioria ou com outras revelações, etc. À uma pessoa que não aceita a autoridade da palavra inspirada da Bíblia, só podemos proclamar a Palavra de Deus para testemunho, na esperança de que ela dê lugar à palavra e ao Espírito Santo, “se converta de seu mau caminho e viva” (At 21.17).
Uma vez clarificada a fonte em que baseamos a certeza da doutrina da ressurreição, podemos contemplar esta tão consoladora doutrina.

Horst R. Kuchenbecker

Continua…

domingo, 16 de maio de 2010

Culto de Ascenção

Culto de Ascenção

Introito

 Leitura do Salmo 47

Epístola Atos 1.6-11

Evangelho Lucas 24.50-53


Sermão parte 1 - pastor Alessandro Souto


Sermão parte 2 - pastor Alessandro Souto


Hino Final - Eu avisto uma terra feliz

sexta-feira, 14 de maio de 2010

(Nosso) Culto de Ascenção

Ontem, dia 13, quinta-feira, tivemos o privilégio de participar do culto de ascenção, onde lembramos a subida ao céu de nosso senhor Jesus Cristo, após ter morrido e ressucitado por nós, para que pudéssemos ter vida plena e livre. Livre para servir, amar, viver e ir ao culto!

Foi com grande tristeza - falo por mim, me permitam, por favor - que vimos menos de cinquenta pessoas no culto de ontem. Não de forma teológica, mas leiga, pois não tenho formação teológica - como dito, expresso minha idéia - considero a ascenção de Cristo um dos fatos mais importantes para a cristandade...

1) Cristo, quando declarou: "Está consumado!" garantiu-nos a eternidade junto a Ele.
2) Anunciou a sua (e nossa) vitória... quando ressucitou, mostrou-se aos apóstolos e discípulos, pregou mais uma vez a eles e enviou-os aos povos.
3) E então subiu ao céu, onde está assentado á direita do Pai.

Para mim, a ascenção é o "fechamento com chave de ouro", a "cereja do bolo". Não parece uma obra completa, cheia de bênção e compilada,  "pensada", planejada, de forma que só um Pai amoroso como o nosso poderia fazer? Não parece, é!

Cristo nasceu: Comemoramos e celebramos o Natal 
Cristo morreu na cruz: Lembramos seu sofrimento na sexta-feira santa
Cristo ressussitou dos mortos: Celebramos sua vitória na Páscoa
Cristo subiu as céus:Como celebramos isto?

Me parece que estamos deixando que o mundo, com suas complicações, afazeres, agito, stress, cansaço e outras possíveis causas (e desculpas) tire o sagrado das nossas vidas cristãs... não há como separar, não podem ser duas vidas, como muito pretendem... não há como deixar espaço para Deus somente no domingo, ou sábado, pois este espaço, pouco a pouco, será preenchido com outras coisas, e acabaremos, como vimos no culto de ontem, com uma igreja vazia. Vazia de membros, mas não de fé, pois ontem, vi pais (cansados do trabalho) com filhos "doentinhos", louvando e magnificando nosso Deus. Vi o empenho em tornar o culto mais agradável, mais aprazível, vi nosso dois abençoados pastores no culto - e como temos sido abençoados com os nosso ministros! Deus tem sido muito bom para a nossa comunidade! Vi várias outras coisas; o coral, ensaiando para o cultão, vi jovens, e sempre é uma bênção tê-los participando, quando muitos não tiveram a oportunidade ou mesmo não quiseram ir ao culto... vi muitas coisas, vi muitos exemplos de dedicação e fé...

Mas vi, também, como é fácil ser cristão de ocasião. De datas festivas, de conveniência. Lembro aqui todos aqueles que queriam muito ir, de coração sincero, e não puderam! Deus conhece seus corações. Deus conhece NOSSOS corações... O culto de ascenção é, para os cristãos, uma festa! Uma comemoração, um dia para ser lembrado! Nosso amado salvador Jesus Cristo voltou para o Pai, e houve júbilo no céu! Houve júbilo no nosso culto, também, pois Cristo garantiu que onde estivessem reunidos dois, três, ou cinquenta, Ele estaria lá, entre eles. E esteve conosco. E estará sempre, inclusive quando não o aceitarmos, quando não tivermos tempo para ele. E nós? Ouviremos sua voz?

A paz de Deus a todos!

Esequiél
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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Dunga e Jesus

Nesta quinta-feira a igreja lembra a Ascensão de Jesus. Mas as atenções estão mesmo em Dunga e nos 23 convocados que foram levados às alturas. Sem misturar nuvens com fumaça, dá para dizer que Jesus teve uma missão parecida – reuniu e preparou um grupo de pessoas e colocou-os em campo. A própria Bíblia diz que o cristão é um atleta que deve se esforçar nos treinos para conquistar a taça (1 Coríntios 9.25). E se alguns acham que futebol é “coisa do mundo”, ainda não entenderam o recado: “Por que vocês estão aí olhando para o céu?” (Atos 1.11). Se tudo fosse falta com cartão vermelho, Jesus levaria todo o time consigo para a concentração. Mas deixou a sua equipe com a bola rolando porque a copa da salvação é mundial e qualquer um pode ser escalado. E o campo não precisa ter o aval da FIFA. Gramado perfeito só lá em cima onde não nasce roseta nem capim. Assim, o gol do Evangelho pode acontecer também na várzea.

E se o Dunga não convocou aqueles que estavam na nossa lista, Jesus também tem critérios: “Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi” (João 15.16). Onde Jesus estava com a cabeça quando chamou os doze? Pois é, nesta hora todos são técnicos – querem ser Jesus. Eu mesmo já pensei que Deus foi incoerente em me convocar. Nunca me achei com cara de pastor. Mas, o cristão tem cara de cristão? Qual é o uniforme que ele usa? Qual a marca que carrega? Penso que nestes dois tempos antes do apito final, há muita simulação para enganar o juiz. Coisa que a torcida logo percebe e vaia, porque jogo limpo é o que interessa.

E quando o técnico brasileiro é criticado por montar um time sem estrelas, outro fato para dizer que cristianismo não é espetáculo, mas resultado. Pode não agradar na hora, mas no final aparece a diferença. Aqui a comparação é duvidosa, mas o texto sagrado lembra que no jogo da fé em Cristo a vitória é certa (1 João 5.4). Algo que precisa ser dito quando o nome “Jesus” virou sinônimo de glória terrena e instantânea. Por isto o apóstolo passa a bola e avisa: “Nós não prestamos atenção nas coisas que se vêem” (2 Coríntios 4.18). Até porque aquele que desapareceu do estádio, prometeu: Eu estou com vocês todos os dias até o fim dos 90 minutos (Mateus 28.20).

Marcos Schmidt, pastor luterano
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS

Creio na Ressurreição da Carne

     A maioria das igrejas cristãs confessa em seus cultos o Credo Apostólico, no qual afirmam: “Creio na ressurreição da carne”.
A doutrina da ressurreição da carne é doutrina fundamental da fé cristã. O apóstolo Paulo afirma: “Se Cristo não ressuscitou (fato histórico) é vã a nossa pregação e vã a nossa fé, e somos tidos por falsas testemunhas” (1Co 15.14-15). Sim, “se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1Co 15.19).

     A doutrina da ressurreição da carne é central na fé cristã. Ela dá sentido à vida, força na luta contra o pecado, consolo nas aflições e enche a alma de alegria e esperança.
     A base desta doutrina é a Palavra de Deus. Somente a Palavra de Deus. Importa ouvir e estudá-la. Queremos humilhar-nos à poderosa Palavra de Deus, porque a doutrina da ressurreição da carne não pode ser comprovada pela ciência, nossa razão não pode entendê-la, não posso experimentar ou senti-la. Ela excede ao nosso entendimento. Somente a Palavra de Deus pode nos orientar, consolar e encher de esperança com respeito à doutrina da ressurreição da carne.
     Infelizmente, mesmo muitos cristãos, apesar de confessarem: “Creio na ressurreição da carne ...”, já não entendem mais o que significam estas palavras. Daí a importância de focalizarmos, de tempos em tempos, esta importante doutrina. Isto nos leva às pergunta: O que é a morte? Há vida após a morte? O que é e em que consiste a ressurreição da carne?

     Todas as pessoas sabem, por sua própria consciência, que a vida não termina com a morte. Mas, o que vem após a morte, que tipo de vida, isto as pessoas não sabem nem podem desvendar. Surgem então as muitas especulações. O resultado disto são as mais diferentes teorias nas diversas religiões.
     Vamos ocupar-nos, portanto, com o tema e focalizar os seguintes itens: 1) Principais teorias errôneas; 2) Única fonte da verdade; 3) Afirmações da Escritura sobre a ressurreição da carne; 4) A ressurreição da carne propriamente dita; 5) Consolo desta doutrina.




Teorias Errôneas

     As teorias sobre se há ou não vida após a morte são inúmeras. De tempos em tempos estas teorias mudam de roupagem, mas a raiz é sempre a mesma: o desconhecimento da Palavra de Deus e a incredulidade; sim, a inimizade contra Deus.
As teorias que rejeitam a Palavra de Deus podem ser dividas em dois blocos: materialistas e espiritualistas.

1.1 - Materialistas - Os materialistas afirmam que tudo é matéria e/ou energia. Tudo é passageiro. Com a morte tudo acaba. O importante é viver a vida aqui e aproveitá-la. Esta teoria busca provas na ciência. Só aceitam o que a ciência pode comprovar. Daí sua filosofia de vida: “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos” (1Co 15.32; At 17.18). Sem dúvida, a ciência tem sua razão de ser. Deus ordenou aos homens: “Sujeitai a terra” (Gn 1.28). Mas, ciência sem o temor de Deus é um desastre. “Pois, o temor do Senhor é o princípio do saber” (Pv 1.7). A ciência deve estar sujeita às verdades divinas, expressas na Bíblia.

1.2 - Espiritualistas - Os espiritualistas, ao contrário dos materialistas, afirmam que a personalidade ou o espírito da pessoa é eterno; a matéria é passageira.
Nesta linha encontramos os espíritas, algumas filosofias orientais, certos ramos do cristianismo e da Nova Era.

a) Espíritas - Os espíritas, mesmo que divididos em muitos ramos com teorias diferentes, valorizam o espírito sobre a matéria. Dizem que a matéria é a vestimenta que aprisiona o espírito. A morte é benfeitora, pois ela liberta o espírito da matéria. Falam em diversas reencarnações. No oriente, Índia por exemplo, ensinam a reencarnação em animais; no ocidente falam em reencarnações só em pessoas. Dizem que pelas reencarnações o espírito é purificado até alcançar a perfeição e poder achegar-se ao espírito superior. Inferno não existe. Procuram explicar as diferenças sociais (saúde e doença, riqueza e pobreza) pela teoria: “Aqui se faz, aqui se paga.” Se alguém passa por privações nesta vida, é porque fez coisas ruins nesta vida ou em vidas anteriores. Todo o sofrimento é pagamento por males cometidos. O sofrimento purifica. Conforme a doutrina da reencarnação, a pessoa sempre tem mais uma oportunidade para corrigir erros do passado e se purificar. Além disto, ensinam que os espíritos que vagueiam pelo espaço, participam da vida presente. Os médiuns e pessoas sensitivas podem servir de intermediários. Podem comunicar-se com os espíritos e solicitar o auxílio deles para resolver problemas. - A Bíblia ensina que há uma só vida e após, o juízo; que a salvação não é por méritos, mas pela graça de Cristo. Deus também proibiu consultar os mortos. “Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal cousa é abominação ao Senhor, e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança de diante de ti”(os castiga) (Dt 18.10-12). Pois, “aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação” (Hb 9.27; Ap 22). 

b) Distorções cristãs - Os Adventistas do Sétimo Dia ensinam que na morte corpo e alma vão para a sepultura e dormem até o dia do juízo final. Então Deus levantará a alma da morte. Há, também, ramos evangélicos, que negam a imortalidade da alma, ou afirmam a superioridade do espírito sobre a matéria, dizendo que na morte o espírito sobrevive e Deus o reveste logo após a morte. A matéria volta ao pó de onde não retorna, e que os incrédulos serão totalmente extintos. A isto soma-se também os que defendem o arrebatamento. Afirmam que por ocasião da volta de Cristo, haverá também a primeira ressurreição dos fiéis, que reinarão com Cristo aqui na terra, por mil anos. Todas estas teorias são distorções da palavra de Deus. A Bíblia ensina que Cristo voltará em glória no dia do juízo final para julgar vivos e mortos. Naquele dia, todos ressuscitarão. Isto é, todos os corpos serão levantados. A terra, o mar e o ar devolverão seus mortos. Uns ressuscitarão para a vida eterna, outros para a eterna condenação (Mt 25.46).


c) Nova Era - O sonho da Nova Era é estabelecer um império único, mundial de paz, no qual não existam mais fronteiras, sendo todos irmãos e tendo todos a mesma religião. Neste reino se destacará a superioridade da razão humana (gnose). O homem é seu próprio deus ou parte dele. Esta teoria é uma imitação satânica do reino de Deus. A Nova Era busca este objetivo no campo político e religioso. No religioso afirmam: Ninguém é dono da verdade. Há um só ser superior ou energia superior. Todas as religiões são boas e têm seu lado positivo e bom. Não existe verdade absoluta. O importante é o amor, não a doutrina. O homem é parte de Deus, é Deus. 

d) Gnose - Conhecimento. O movimento gnóstico é o movimento da razão humana. Napoleão Bonaparte afirmou: “O que o homem pode conceber, isto poderá realizar.” Usamos só pouca porcentagem de nossa capacidade mental. Vamos aprender a usá-la melhor, experimentar, sentir, migrar com nosso espírito para fora do corpo. O movimento gnóstico enfatiza: a ciência, a filosofia, a arte e a mística. O espírito deve buscar contatos extra-corpóreos com outros espíritos. São os movimentos da Ciência Cristã, movimentos do pensamento positivo, o Método Silva de Controle Mental (Silva Mind Control), etc.

     Conclusão - De pouco nos aproveita detalhar as raízes destas vãs filosofias. Jesus afirmou: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus (Mt 22.29). Por isso, vamos à fonte, pois o que importa é conhecer a Palavra de Deus. 


Horst R. Kuchenbecker

Continua…


O SENHOR RENOVA AS NOSSAS FORÇAS

Ler Isaías 40.28-31.
 

É interessante observar em nossos dias as pessoas procurando respostas aos seus inúmeros problemas nos mais diversos lugares. Encontramos vários grupos e pessoas oferecendo algum tipo de solução para os mais variados problemas, inclusive grupos religiosos que deixam de lado a questão espiritual para tratar de questões materiais, sentimentais e assim por diante.
 

A mídia (os meios de comunicação), sempre em grande evidência, exerce muita influência sobre as pessoas imprimindo e estabelecendo idéias e conceitos confusos e muitas vezes dispersos dos padrões normais (exemplos: homossexualismo, casamento, etc).
 

Nós, como cristãos, vivemos nesta tensão entre o que a sociedade ensina e o que Deus ensina e aconselha. Isto somado as dificuldades que enfrentamos nos fazem por vezes vacilar e enfraquecer.
 

Mas, Deus com Sua Palavra nos mostra “que os que esperam no Senhor renovam as suas forças”.

Se ouve tanto falar sobre energia nos dias de hoje. Tudo é energia, a nossa vida é regida pela energia cósmica do planeta. Deus é energia e nós somos pequenos pedaços desta energia. É esta energia cósmica que dita o ritmo da nossa vida, portanto, quanto mais você energizar o seu corpo melhor será a sua qualidade de vida e o seu sucesso em todas as áreas da vida humana. Pura bobagem.
 

As pessoas precisam reconhecer que o caminho de Deus, assim como os seus pensamentos, estão além da capacidade humana. Devido a confusão de valores e prioridades que a sociedade prega, o caminho de Deus se torna muitas vezes de difícil compreensão e aceitação.
 

Deus que sempre ampara e aconselha os seus filhos, é inesgotável em fortalecer a nós. Deus, por ser amoroso e gracioso está sempre renovando as nossas forças. De que forma? Com a Sua Palavra e os seus Sacramentos.
 

Esta ação renovadora de Deus em nossas vidas ultrapassa em muito o poder e a compreensão humana.
 

Como ouvimos e lemos no vers. 30 até os jovens se cansam, e podem tropeçar e cair. Toda a força humana (não só a força física) é extremamente limitada.
 

Entretanto, isto não acontece com a força que vem do Senhor. É por isso “que esperar no Senhor é um exercício de fé”. Um exercício constante de confiança, de apego, de dedicação.
 

Muitas vezes nos cansamos ao levar adiante uma causa dentro do trabalho da igreja. Talvez, nós, como cristãos, como luteranos teríamos muitos motivos para se entregar devido ao pouco envolvimento dos nossos membros, dos nossos irmãos na fé na igreja e no trabalho da igreja. Agora, também neste caso para nós valem as palavras do vers. 30: “os que esperam no Senhor, renovam as suas forças”.
 

A nossa família não vive a fé como deveria, nossos vizinhos não ligam para o nosso testemunho, nossos amigos por vezes ridicularizam a nossa fé e o fato de pertencermos a uma igreja: “os que esperam no Senhor renovam as suas forças”. Renovam as suas forças para enfrentar a batalha da vida, a luta do dia-a-dia para criar os filhos, sustentar a família, viver em amor, respeito e harmonia e levar uma vida de fé, confiança a dedicação ao Salvador Jesus.

No contexto deste texto que nós lemos o povo de Israel estava no exílio, no cativeiro da Babilônia. Eram escravos naquela terra. A maioria das pessoas do povo não tinha mais a esperança de dias melhores, não acreditava mais num amanhã diferente, livre e feliz.

Mas, Deus através do seu profeta Isaías chama o povo para olhar para cima com esperança, para esperar, confiar e aguardar nas promessas graciosas deste Deus que apesar de toda a desobediência e teimosia não abandonara o seu povo.
 

Para um povo, para uma pessoa que espera no Senhor, Ele sempre dá novas forças, ao ponto de sermos comparados com a águia, que em vôos altíssimos, é figura de força incansável. Alguém já teve a oportunidade de contemplar o vôo de uma águia? Dizem que é realmente maravilhoso, majestoso, sublime e de uma altura impressionante.
 

Deus compara os seus filhos que buscam forças renovadoras Nele e na Sua Palavra com a águia. A partir da ação divina na nossa vida somos reconstruídos e reabastecidos para alcançarmos vôos cada vez mais altos, sem nos esgotarmos. Vejamos o que Paulo nos revela em 2 Co. 12.9,10.

Por isso gostaria, de convidar vocês a renovarem as suas forças no Senhor para mais um ano de vida familiar e de trabalho e dedicação ao Reino de Deus.
 

Para finalizar ler Is. 58.14

Pastor Alessandro Souto 

 
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